Lâmpada de 60W sai de cena.
O motivo é a portaria interministerial 1007/2010, que fixou índices mínimos de eficiência luminosa e determinou as datas para, progressivamente, eliminar a luz “quente” do mercado.
As lâmpadas incandescentes de 60w deverão sair do mercado
até junho deste ano. A determinação é
dos ministérios de Minas e Energia, da Ciência, Tecnologia e Inovação e do
Desenvolvimento Industria e Comércio Exterior, publicada em 2010, que fixou os
índices mínimos de eficiência luminosa para fabricação, importação e
comercialização e incandescentes de uso geral em território brasileiro. As que
não atingirem, até 2016, a eficiência mínima definida serão banidas, de acordo
com cronograma estabelecido. As de 100w, 150w e 200w já foram retiradas das
prateleiras.
A
idéia do governo é substituí-las por modelos mais eficientes, como as
fluorescentes compactas e as de LED.
Mais economia
A conversão de energia elétrica em luz e calor tem valores
diferentes conforme a tecnologia: lâmpadas incandescentes 5% luz e 95% calor;
fluorescentes compactas 15% luz e 85% calor; LED 30% luz e 70% calor. A mudança imposta pelo governo federal deverá
refletir também na indústria brasileiras de iluminação. A entidade prevê que em
torno de 300 milhões de incandescentes
sejam vendidas anualmente no país.
Considerando a mais popular, o modelo 60W detem cerca de 70%
da preferência dos brasileiros. A
escolha sempre se deu por conta do preço mais baixo. Porém o grande problema
dessas lâmpadas é o gasto de energia: apenas 15% utilizada nela se transforma
em iluminação, os outros 85% são desperdiçados em forma de calor.
Para especialistas, a medida é
positiva, já que as incandescentes são menos econômicas..Em média, as lâmpadas fluorescentes gastam quatro vezes menos eletricidade e duram cerca de oito vezes mais do que as do tipo incandescente, conforme informações da Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abiluz). Outra vantagem, diz a entidade, é que a medida também traz benefícios à natureza. As incandescentes, além de requisitarem mais eletricidade, aquecem mais o ambiente, agravando o efeito estufa.
Georges Blum ressalta que a escolha do tipo de lâmpada em casa pode significar uma economia grande na conta de luz. Ele aconselha que, antes de optar, é importante comparar as características dos modelos. “Há pelo menos um critério básico que ajuda o consumidor a fazer essa comparação: a relação entre a vida útil da lâmpada e o preço”, observa.
De acordo com o dirigente, a eletricidade consumida pela iluminação pode representar até 20% dos gastos de uma família. “Ao longo de um ano, se somados os valores economizados com apenas uma lâmpada substituída, a economia pode chegar a R$ 25. Se trocar quatro lâmpadas, são R$ 100 economizados por ano”, calcula.
Os modelos de lâmpadas incandescentes de 200 w, 150 w, 100 w e 75 w já deixaram de ser comercializadas no Brasil. As últimas a deixarem o mercado serão as de 40W e 25W, em junho de 2016. A substituição total fará com que o país economize cerca de 10 Terawatts-hora (TWh/ano), até 2030.



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